sábado, 24 de agosto de 2024

Síndrome do pensamento acelerado: o que é?


A Síndrome do Pensamento Acelerado é uma alteração, identificada por Augusto Cury, onde a mente fica repleta de pensamentos, estando completamente cheia durante todo o tempo em que a pessoa está acordada, o que dificulta a concentração, aumenta a ansiedade e desgasta a saúde física e mental.

 

Assim, o problema desta síndrome não está relacionado com o conteúdo dos pensamentos, que geralmente são interessantes, cultos e positivos, mas sim com a sua quantidade e a velocidade com que acontecem dentro do cérebro.

 

Normalmente, esta síndrome surge em pessoas que precisam se manter constantemente atentas, produtivas e sob pressão e, por isso, é comum em executivos, profissionais de saúde, escritores, professores e jornalistas. No entanto, tem se observado que até mesmo as crianças tem demonstrado essa síndrome.

 

As principais características de uma pessoa com síndrome do pensamento acelerado incluem:

  • Ansiedade;
  • Dificuldade para se concentrar;
  • Ter pequenos lapsos de memória de forma frequente;
  • Cansaço excessivo;
  • Dificuldade para pegar no sono;
  • Irritabilidade fácil;
  • Não conseguir descansar o suficiente e acordar cansado;
  • Inquietação;
  • Intolerância ao ser contrariado;
  • Mudança de humor repentina;
  • Insatisfação constante;
  • Sintomas psicossomáticos como: dor de cabeça, nos músculos, queda de cabelo e gastrite, por exemplo.

 

Além disso, também é comum a sensação de que as 24 horas do dia não são suficientes para fazer tudo o que deseja.

 

Estes sintomas são comuns nos estudantes que passam muitas horas do seu dia em sala de aula e trabalhadores que vivem sob pressão sempre em busca de melhores resultados e de ser reconhecido como o melhor do seu ramo de trabalho.

 

Essa síndrome tem se tornado cada vez mais comum porque a quantidade de estímulos e informações disponível nos jornais, revistas, televisão, redes sociais e nos smartphones são muito grandes, e bombardeiam o cérebro de informações a todo instante. O resultado disso é que além de ter uma grande quantidade de informações na mente, o pensamento tem se tornado cada vez mais acelerado, sendo mais difícil gerir as emoções associadas a cada situação.

 


Fonte e maiores informações no site - https://www.tuasaude.com/sindrome-do-pensamento-acelerado/#:~:text=A%20S%C3%ADndrome%20do%20Pensamento%20Acelerado,a%20sa%C3%BAde%20f%C3%ADsica%20e%20mental




quinta-feira, 25 de julho de 2024

Estabelecer limites e lidar com a frustração (Parte II)

 


Como impor regras e limites de forma mais adequada?

Em primeiro lugar pode ser interessante refletir sobre: Quais são as regras que quero impor? Que limites quero estabelecer? Porque tenho dificuldade em impor regras e limites? Tenho receio que o meu filho deixe de gostar de mim, de o desapontar, de passar vergonhas em público, de incomodar os vizinhos, de o castrar e de lhe retirar a liberdade…?

Depois é importante refletir se as regras e limites são adequados ao nível do desenvolvimento da criança. Estarei a exigir demais? Ou de menos?

Impor limites e regras é algo que deve ser feito com afeto, no contexto de uma relação segura. Nunca retirar afeto nem ameaçar a retirada do mesmo (ex. “se te portas mal não gosto mais de ti!”).

É importante orientar a criança, dizer o que pode fazer para além do que não pode fazer (ex. “quando estás zangada podes apertar uma almofada com força”, “agora não podes ver televisão, mas podemos fazer um puzzle”)

Relembrar as regras em determinadas situações pode ajudar a prevenir alguns comportamentos (ex. “vamos passear ao jardim, já sabes que antes de atravessar a estrada temos de ver se o sinal está verde e olhar para os dois lados”).

Procure estar tempo de qualidade com a criança, dar-lhe muita atenção positiva! Reflita sobre o equilíbrio que tem mantido entre os momentos de atenção positiva e negativa, a que comportamentos tem dado mais atenção?

Há coisas que não são negociáveis nunca. Procure definir poucas regras sobretudo com as crianças mais novas (ex. cerca de 5 regras), que até podem estar expostas no frigorífico (ex. é proibido bater).

Reduzir o número de ordens é importante, se estiver constantemente a dar ordens a probabilidade de estas serem cumpridas e vistas como importantes é menor.


Dê uma ordem de cada vez (ex. “Arruma os lápis” em vez de “Arruma os lápis, apanha os papéis, veste o pijama e lava os dentes”) e tempo para cumprir, tentando não repetir a mesma ordem interminavelmente. Defina quanto tempo vai esperar (ex. conte para si até 5 a não ser que a criança esteja em risco) e quantas vezes vai repetir a ordem (ex. só vou repetir 3 vezes) e oriente fisicamente a criança se for necessário (sobretudo quando são mais pequenas).

O não é não. Quando diz não, a criança tem de perceber que é mesmo não, deve ser firme e consistente. É também importante haver alguma uniformidade entre os diferentes cuidadores, sobretudo nas questões mais sérias.

Os limites e regras devem ser colocados com uma voz e postura firmes, evitando o descontrolo. Agir mais cedo e de forma mais imediata pode ajudar a controlar a forma como o limite é imposto.

Os comportamentos têm consequências. O bom comportamento deve ser notado, elogiado e até reforçado. O mau comportamento ou o incumprimento também deve ter consequências que devem ser apropriadas, imediatas, naturais e lógicas (ex. “os lápis são para desenhar no papel. Não vais brincar com os lápis se estás a atirar com os lápis à parede”). A criança tem de perceber que compensa mais portar-se bem e cooperar do que portar-se mal. Que recebe mais atenção e recompensas quando se porta bem.

A criança está a aprender a frustrar e pode precisar de ajuda para depois encontrar soluções. Mas é preciso deixar frustrar e dar espaço à criança para lidar com a frustração.

Se sentir que são demasiadas coisas procure priorizá-las, não exigindo demais de si nem da criança e não entrando ao ataque logo em todas as frentes. Tente sempre perceber o que está por trás do comportamento da criança para agir de forma preventiva e responder da melhor forma.

Use frases na primeira pessoa (ex. “Eu fico aborrecida quando vejo esta confusão”), comunicando o que pretende ou sente e não atacando o outro.

Descreva o que vê: “estou a ver legos espalhados pela sala toda. Onde é que se arrumam os legos?”

Procure que as ordens sejam: o Realistas (ex. pedir a uma criança de 3 anos que fique quieta à mesa por mais de 30 minutos é pouco realista) o Claras e curtas (ex. “desenha no papel” em vez de “para com isso”). o Afirmativas (ex. “arruma os brinquedos se faz favor” em vez de “queres ir arrumar os brinquedos?”) o Na positiva (ex. “fala baixo” em vez de “para de gritar”) o Sem críticas ou comentários negativos (ex. “senta-te sossegado” em vez de “és sempre a mesma coisa! Senta-te sossegado.”) e dirigidas ao comportamento e não à criança (ex. “atirar os lápis à parede é feio” em vez de “és mesmo feio, a atirar os lápis à parede”) o Dê um pré-aviso (“daqui a dois minutos são horas de arrumar os legos” em vez de “arruma já os legos”). Com crianças mais velhas pode negociar (ex. “quantas páginas te faltam? Está bem, então quando acabares de ler essa página vai pôr a mesa se faz favor”). o Dê ordens quando-então (“quando acabares de pôr a mesa, então podes ir ver televisão” em vez de “desliga imediatamente a televisão e vai pôr a mesa”) o Elogie o cumprimento o Incentive as crianças a resolver problemas (ex. “só temos uma televisão, e cada uma de vocês quer ver uma coisa diferente, como podemos resolver isto?”)



FONTE - https://www.caminhosdainfancia.com/pt/blog/estabelecer_limites_e_lidar_com_frustracao 

Referências: Alves, R. C. (2019). A psicóloga dos miúdos. Amadora: Influência Reichlin, G. & Winkler, C. (2010). O guia de bolso dos pais. Lisboa: Bizâncio Webster-Stratton, C. (2013). Os anos incríveis. Braga: Psiquilibrios Edições


terça-feira, 16 de julho de 2024

Estabelecer limites e lidar com a frustração (Parte I)



Talvez nem todos se identifiquem… mas quantos de nós, cansados, com pouca paciência, damos por nós, ao fim do dia, a ceder frequentemente para não entrar em conflitos, para não nos chatearmos, para não os ouvirmos chorar e podermos dormir; ou quantos de nós começamos a ceder logo de manhã para não começar mal o dia. 

Enfim, é natural, todos o fazemos, mais ou menos vezes, com mais ou menos consciência de que o estamos a fazer, com mais ou menos preocupação em relação a isso. De fato, ter muito claro as regras e limites que queremos estabelecer e conseguir ser consistentes e firmes em relação aos mesmos é difícil, dá trabalho, é cansativo, implica muita repetição e muita paciência. 

Se é necessário ter limites e regras? É. Não só porque vivemos em sociedade, em família, em grupos, com dinâmicas próprias, mas também porque as regras e limites têm uma função, não só de adaptabilidade social, mas de estruturação pessoal. Dão segurança e controle à crianças, tornam o dia a dia e os vários contextos mais previsíveis, e permitem que a criança se adapte melhor aos mesmos, que tenha melhores relações com os outros e que se sinta mais tranquila e segura. 

Os limites são fundamentais para a regulação da criança, para
que saiba distinguir o certo do errado, para que saiba até onde pode ir, para que saiba lidar com as contrariedades e limites do mundo em que vive, e lidar com a frustração. Cada família tem as suas próprias regras e limites. Importante é encontrar o equilíbrio e não ir aos extremos - a permissividade e o autoritarismo. Quem manda em casa são os pais, mas não têm de ser autoritários ou rígidos e muito menos esperar obediência cega dos seus filhos; a criança deve ser tratada com respeito, pode e deve ser ouvida, deve ter autonomia e participar da tomada de decisões, mas dentro do que é adequado para sua idade. 

Podemos sempre optar por um estilo mais permissivo, sem regras nem limites, mas este também pode levar a uma desorganização interna, impulsividade e descontrolo, problemas de comportamento, birras frequentes, baixa tolerância à frustração, baixa auto-estima, entre outros… é mais provável encontrar crianças com comportamentos menos adequados quando não existem regras e limites claramente definidos.

Amar e estabelecer limites são das funções mais importantes dos pais. 

Os adultos impõem as regras e limites e as crianças desafiam, testam e opõem-se. São expressões naturais e saudáveis da necessidade de independência, autonomia e afirmação. É natural, e o teste será maior quanto mais inconsistentes e menos claras forem as regras e limites. 

É natural que fiquem frustradas, chateadas por encontrarem limites e regras, por não terem tudo o que querem, quando querem, mas na verdade faz parte… Não temos de evitar a frustração, pelo contrário, é importante aprender a sentir e a lidar com a frustração na infância ou mais tarde pode ser bem mais difícil e insuportável e acabar por ter impacto nas relações com os outros, na escola, no trabalho, etc.

FONTE - https://www.caminhosdainfancia.com/pt/blog/estabelecer_limites_e_lidar_com_frustracao 

Referências: Alves, R. C. (2019). A psicóloga dos miúdos. Amadora: Influência Reichlin, G. & Winkler, C. (2010). O guia de bolso dos pais. Lisboa: Bizâncio Webster-Stratton, C. (2013). Os anos incríveis. Braga: Psiquilibrios Edições

domingo, 30 de junho de 2024

Autoconhecimento: o que é e o que você precisa saber

 

Autoconhecimento está em alta nos últimos anos e por uma boa razão. Conhecer a si mesmo traz muitos benefícios para a vida diária. A ideia de alguém não saber quem é pode parecer estranha à primeira vista.

 

Você convive consigo mesmo todos os dias ao longo da sua vida, então como pode não saber quais são suas qualidades, defeitos, preferências e objetivos de vida?

 

A maioria das pessoas, na verdade, não se conhece. Muitos passam a vida tentando encontrar o seu lugar no mundo e se deparam com muitos desafios por conta disso.

 

Podem mudar de emprego, graduação, cidade e cônjuge para tentarem se reconhecer em algum lugar e, ainda assim, falhar.

 

Como nada parece substancial em suas vidas, podem se sentir perdidas, inadequadas e frustradas consigo mesmas. Entretanto, a chave para o autoconhecimento não está ao nosso redor. Ela reside em nosso interior. 

 

O que é autoconhecimento?

O conceito autoconhecimento, segundo psicólogos, diz respeito ao conhecimento que um indivíduo possui sobre si mesmo.

 

Aquele que se conhece sabe apontar quais são seus atributos positivos e negativos, aspirações, hábitos, padrões de comportamento, crenças, preferências e gostos.

 

Além disso, sabe dizer quando uma situação não está funcionando para ele, quando deve prosseguir ou desistir de projetos, que decisões tomar perante ocasiões difíceis, quais amizades cultivar e o que deve fazer todas as manhãs para ter um dia produtivo.

 

Esses pequenos detalhes são importantes para nos direcionar para o caminho almejado ao longo da vida.

 

O autoconhecimento é adquirido ao longo da vida naturalmente à medida que vivemos o nosso dia a dia. Novas experiências, bem como vivências rotineiras e previsíveis, nos ensinam muito sobre quem somos e como lidamos com as situações a nossa volta.

 

Quais são os benefícios do autoconhecimento?

Os benefícios de se autoconhecer são múltiplos!

Eles podem parecer um tanto utópicos para quem não entende muito desse assunto. Todavia, se autoconhecer não acaba com os problemas instantaneamente nem vai prevenir que você sofra no futuro.

 

O conhecimento de si próprio facilita o acesso aos recursos emocionais, os quais todas as pessoas possuem.

 

Muitos indivíduos ainda não são ensinados a utilizá-los ativamente. Por essa razão, preferem resolver conflitos por meio de brigas físicas e xingamentos.

 

Abaixo, veja os principais benefícios de se autoconhecer.

1.   Melhora o controle emocional

2.   Melhora os relacionamentos

3.   Ajuda na carreira

4.   Promove a tomada de decisão

5.   Eleva a autoestima

(...)

Como se autoconhecer?

Existem muitas maneiras de se autoconhecer. Uma das mais eficazes é se fazer questionamentos. Eles podem ser tanto básicos quanto envolver situações hipotéticas ou reais. Veja alguns exemplos de perguntas que você pode fazer abaixo:

·        Do que eu gosto e desgosto?

·        Quais são meus objetivos de carreira?

·        Quais são meus objetivos pessoais?

·        O que eu tenho de melhor para oferecer ao mundo?

·        O que me faz feliz?

·        O que me deixa irritado, desanimado, triste, etc?

·        Quais pessoas fazem com que eu me sinta bem?

·        Quem você admira?

 

Ao responder perguntas como essa com frequência, você ganhará uma visão mais ampla do seu modo de agir e pensar. Sempre que acontecer algo que abale as suas emoções, seja bom ou ruim, você também pode se questionar o porquê de ter tido aquela reação específica.

 

Se tiver dificuldades para quebrar barreiras internas, você pode escolher fazer terapia. A orientação de um psicólogo é muito útil nesse processo de autoconhecimento, principalmente para desvendar o que está escondido em seu inconsciente.

 



FONTE - https://www.psitto.com.br/blog/autoconhecimento-o-que-e-e-o-que-voce-precisa-saber/

 


quinta-feira, 30 de maio de 2024

A Verdade e a Mentira (Parábola do século XIX)

 


“A Verdade e a Mentira se encontram um dia.

A Mentira diz à Verdade: Hoje é um dia maravilhoso!

A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo.

 

Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: ‘A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!’

A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho.

 

De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.

A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.

O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.

A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha.

 

Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.”

 


Existe um outro final dessa parábola que diz: “A verdade, por sua vez, recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira. E por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar pelas ruas e vilas. E desde então, é por isso que, aos olhos de muita gente, é mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.”

 

Publicado originalmente em oversoso.com.br. (Disponível em diversos sites, na Internet)

 

PINTURA: A verdade que sai do poço, Jean-Léon Gérome, 1896. A pintura pertence às coleções do museu Anne-de-Beaujeu, em Moulins, na França, e está ligada a uma parábola do século XIX. 

 


segunda-feira, 20 de maio de 2024

O que é honestidade?




Você conhece a verdadeira importância da honestidade? Ela é importante não apenas para termos mais credibilidade perante aos outros como também para nós mesmos.

 

A honestidade é considerada um valor importante para as pessoas. Ela é muito fácil de praticar e vai lhe fazer feliz, bem-sucedido(a) e realizado(a). A honestidade derruba o engano e a mentira.

 

E os psicólogos afirmam que ela pode ser um dos valores que ajuda as pessoas a terem uma vida plena e gratificante. Mas você sabe o que é honestidade?

 

Honestidade não é apenas dizer a verdade. É ser real consigo mesmo e com os outros sobre quem você é, o que você quer e o que você precisa. É sobre viver a sua vida de forma mais autêntica.

 

A honestidade promove a abertura, nos fortalece e nos permite desenvolver consistência na maneira como apresentamos os fatos. Ela também aguça nossa percepção e nos permite observar com clareza tudo ao nosso redor.

 


Uma teia de mentiras

Saiba por que as PESSOAS MENTEM

Por que as pessoas mentem?

O oposto da honestidade é o engano – ou a mentira. Quando você mente, você se ilude acreditando no que está dizendo.

 

Você começa a cavar uma vala hipotética, mesmo com uma colher de tamanho infantil, que vai continuar a crescer com o tempo. Você se confunde, confunde os outros, perde a credibilidade e se coloca em perigo.

 

O pior tipo de mentira que praticamos é quando mentimos para nós mesmos. Começamos a bagunçar nosso conceito de moralidade, de certo e errado, assim como de nossos sonhos e desejos.

 

A metáfora da teia de mentiras é perfeita. Conforme vamos tecendo-a, nos enrolamos cada vez mais até um ponto que estamos completamente presos.

 

A honestidade é o melhor caminho

A honestidade é sempre um bom caminho a percorrer. Ela gera confiança, fortalece nossa força de vontade e gera credibilidade perante os outros. Ela também melhora nossa saúde.

Contar a verdade e apoiá-la com ações mostra respeito pelo que é certo e uma estima pela integridade ética e moral. A honestidade é um dos principais componentes do caráter e um dos traços mais admirados de qualquer pessoa bem-sucedida e responsável.

 

Uma pessoa emocionalmente inteligente costuma ter uma honestidade forte. Pessoas com credibilidade forte farão negócios com mais facilidade e terão relacionamentos mais saudáveis.

 

Honestidade ajuda você a encontrar as respostas que procura

A honestidade vai te levar a lugares mais a frente no aperfeiçoamento pessoal. Por exemplo, o psicólogo irá ajudá-lo a lidar com suas verdades pessoais e crenças que podem estar limitando sua vida.

 

Ao conseguir discernir suas questões internas reais é possível melhorar seu bem-estar físico e mental e a conquistar suas metas pessoais com mais facilidade.

 

Na maioria das vezes a honestidade é uma política melhor. Quer ver mais um benefício maravilhoso, embora sutil, em tentar dizer a verdade todas as vezes que pudermos? Isso nos motiva a termos mais esforço em melhorar todos os aspectos de nossa vida.

 

Sempre que nos deparamos com uma razão para mentir, essa é uma maneira de repensarmos a nós mesmos e mudarmos. Assim como ser honesto é importante na terapia, ao praticarmos isso em todos os momentos teremos uma vida mais leve.

 

 

Fonte - https://www.psicologo.com.br/blog/o-que-e-honestidade.




 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Voternidade: vivências relacionais. [RE-postado do Blog de 29/08/2016]

 


Confesso que desconhecia a palavra... E por ter ouvido pela primeira de uma pessoa bastante espirituosa, pensei que ela estivesse “brincando”. Não era brincadeira! E... fui “apresentada” a este neologismo, que traz em seus significados o estado de ser, de vivência imbricada com presença e afeto, de querer ser feliz e fazer feliz com responsabilidades diferentes da maternidade e/ou paternidade. E assim, a intenção de sugerir registros sobre fatos relacionados às avós e netos foi aceita por mim.

Tenho lido e ouvido sobre este estado de ‘ser avós’ em mídias, em redes sociais, na convivência com os mais próximos e muitas vezes, não me sinto representada, como quando sustentam a ideia de que “com a vovó tudo pode” - fazer birra, mexer em gavetas, bagunçar sem organizar, riscar em paredes, falar aos gritos etc.

Outra ideia propagada sobre a voternidade é que “a melhor coisa do mundo”. Estas generalizações me incomodam por desconsiderarem as especificidades de cada ser, suas histórias e seus contextos. Penso que a voternidade não é diferente da vivencia processual de SER (mãe, pai, irmãos, tios, primos, amigos etc), com momentos prazerosos, outros não tão prazerosos e tantos incríveis e de pleno deleite.

Acredito que a voternidade pode disponibilizar presença, ajuda, relação de afeto considerando sempre a necessidade dos pais e tendo a lucidez de que os personagens principais da/na educação dos netos (e é bom que seja), são os pais. A voternidade precisa dar espaço necessário para que a maternidade/paternidade seja vivenciada.

Ao vivenciarmos a voternidade se fazem necessários alguns cuidados, como evitar dizer “como se faz”, o que, por si só, não é fácil, pois a tentação de interferir é grande. Muitas vezes visualizamos semelhanças em acontecimentos vivenciados por nós avós, enquanto mães/pais. Vemos, de certa forma, histórias se repetirem, mas é preciso respeitar o funcionamento, as regras, os combinados estabelecidos e que fazem sentido para o núcleo familiar.

Importante destacar que os estreitamentos de laços, na voternidade como em outras relações, necessitam de tempo de atenção, de ‘chamar atenção’, de ouvir, de dar limites, do esforço para estar presente, mesmo que distante fisicamente, pois os recursos tecnológicos disponíveis, não substituem o chamego, o olhar, o cheiro, as graças ditas/feitas quando se está junto.

Poder vivenciar a voternidade é privilegio de viver a maternidade/paternidade de outra forma e, quem sabe, melhor! É poder experienciar com os netos as dimensões da vida, para que em seus corações sejamos boas lembranças, e estas, sejam base para seus futuros fazeres e saberes como pais.

Acredito que esta palavra traz em si a possibilidade de refletirmos sobre as representações de avós e suas relações afetivas, na vida real e na literatura. Representações estas que podem favorecer “o exercício” de valores que humanizam.

Por fim, acredito que os valores que humanizam estão presentes nas relações estabelecidas, o que me faz lembrar de muitas situações reais vivenciadas pela/na voternidade.

Dentre estas lembranças, me veio à história O menino e seu amigo*, que narra a relação de Ziraldo, quando criança, e seu avô e a importância deste em sua vida. 

Agradeço à pessoa que me apresentou o neologismo que despertou em mim a intenção de fazer e socializar alguns registros sobre a temática.

 


* Menino e seu Amigo – Autor e Ilustrador Ziraldo Alves Pinto – 
Editora Melhoramentos, 2012.


Ziraldo
 vida dedicada à literatura e à ilustração para crianças. Artista gráfico, humorista, escritor de livros infantis, ilustrador, cartunista, caricaturista, dramaturgo, jornalista e bacharel em Direito. Nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga, Minas Gerais. Casou-se com D. Vilma e tem três filhos, Fabrizia, Daniela e Antônio.

Sônia Peixoto

smapeixoto@hotmail.com

https://smapeixoto.blogspot.com.br/

 

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Vida sem ética... Pondere!! [RE-postagem do Blog de 09/10/2016]

 



Recebi o vídeo Pondere por mensagem, num momento em que tinha presenciado, em um curto espaço de tempo, algumas cenas em que o individualismo, a banalização de valores, a falta de respeito com os outros se fizeram presentes.

 

Diante das cenas, lembrei das inúmeras conversas que tínhamos quando criança, eu e meus irmãos, com nosso pai. Sem termos a clareza da dimensão conceitual, estas eram conversas permeadas de reflexões éticas, eram referências...

Referências para que tivéssemos dentre outras coisas a noção do que poderíamos fazer ou não fazer, referências para a autorresponsabilidade, para o respeito consigo mesmo e para com os outros!

Já conhecia outras palestras e entrevistas com professor Leandro Karnal. Na palestra completa de onde Pondere foi editado, ele destaca que para algumas pessoas “a velocidade da transformação do mundo provocou a perda das referências”; destaca ainda a perda da noção de certo e errado, do uso de "por favor", "licença", "obrigado" como regras de convivência e não somente como regras de etiquetas.

Leandro Karnal chama atenção sobre a importância dos momentos de crise para a reflexão sobre o desconforto de possíveis mudanças e da necessidade da saída da zona de conforto.

Assim, os vídeos (Pondere e Vida Sem Ética da Mais Trabalho) aqui postados são convites à reflexão sobre a possibilidade de ressignificar nossas “zonas de conforto”, que, segundo Karnal, é o “primeiro passo para estabelecer o que deve permanecer e o que deve ser banido para sempre” de nossas vidas.

 

 

 OBSERVAÇÃO - O vídeo "Pondere" é um recorte da palestras Vida Sem Ética dá Mais Trabalho, de  Leandro Karnal – 2016, Editado por Marcio Leite/Pais do Absurdo.




Vídeo com a palestra completa acesse aqui - Vida Sem Ética da Mais Trabalho 2016 - Leandro Karnal  https://youtu.be/fyt9IXUDUHM

 

Sobre Leandro Karnal - Nasceu em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, no dia 1 de

fevereiro de 1963. É graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em Porto Alegre, e doutor pela Universidade de São Paulo (USP).

Foi professor do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas. Lecionou em cursinhos pré-vestibulares. É professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de História da América.

Trabalha na capacitação de professores da rede pública e na elaboração de material didático e de apoio ao professor. É autor, coautor e organizador de diversos livros. (Fonte: https://pensador.uol.com.br/autor/leandro_karnal/biografia/)

 

Vídeo com a palestra completa acesse aqui - Vida Sem Ética da Mais Trabalho 2016 - Leandro Karnal  https://youtu.be/fyt9IXUDUHM