APRESENTAÇÃO
Este livro não é um ensaio teológico. Também não é um tratado de antropologia especializada. É apenas a satisfação de um desejo simples, menor. Desejo de abrir portas, romper cativeiros, acender luzes, propor liberdade. Desejo de expor o assombro que tenho experimentado ao ver as dores do mundo, os calvários da humanidade.
As dores são muitas. Então quis eleger uma delas: o sequestro da subjetividade. Um roubo silencioso que nos leva de nós: acontecimento comum, mas não noticiado, que fragiliza e impossibilita o humano de viver a realização para a qual foi feito.
A vida humana é uma constante experiência de travessia. Estamos em êxodos contínuos, em processos de deslocamentos intermináveis, porque, enquanto estivermos vivos, seremos convidados para o movimento que nos proporciona a superação de estágios, condições e atitudes.